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histórias da ilustração portuguesa

Português Suave

Manuel Lapa, Revista Municipal, 1948

Pedra rusticada, cunhais e guarnições de vãos em cantaria, tetos de águas inclinadas com beirais e telha vermelha, falsas cornijas, pináculos, pilastras em varandins, arcadas e torreões de evocação medievalista com coruchéus piramidais, retirados da arquitectura dos séculos XVII e XVIII e da arquitectura tradicional, foram elementos do chamado Português Suave, estilo arquitetónico oficial dos anos quarenta portugueses. Aplicado em escolas, igrejas, palácios da justiça e bairros sociais, alastrou da arquitetura oficial para a particular, negando o moderno betão em que eram feitos os edifícios e cumprindo a demanda de uma arquitetura de sabor português já preconizada por Raul Lino desde o início do século. O Português Suave foi aplicado nos bairros do Areeiro e Alvalade em Lisboa, urbanizações inseridas no esforço iniciado por Duarte Pacheco para disciplinar a expansão da cidade, e repetidamente publicitadas na propaganda oficial, nomeadamente na revista da Câmara Municipal de Lisboa.

Em primorosas ilustrações que ornamentaram várias capas da Revista Municipal, de 1948 até 1953, erguem-se as triunfantes torres da Praça do Areeiro e da Praça de Londres com os seus emblemáticos telhados piramidais. Nos céus, um curioso plágio gráfico dado pelo avião em trânsito do vizinho aeroporto da Portela. Rosa Duarte, que ilustrou as fabulosas capas surrealistas coleção policial Escaravelho de Ouro, e Leonildo Dias, presença regular na Revista Municipal dos anos cinquenta, têm o registo mais descritivo, próximo do contexto do desenho de arquitetura. Manuel Lapa apresenta duas composições fotográficas nas quais era especialista notável, modelando perfeitamente volumes mesmo quando elementos estruturantes como portadas e janelas são simples pinceladas. Em grafismo mais atualizado e de pretensão decorativa, Sebastião Rodrigues exercita uma colagem da cidade, rebatendo planos e marcando claramente diversas tipologias arquitetónicas da Lisboa contemporânea, onde não faltam as nossas emblemáticas torres.

Português Suave 

Rusticated stonework, stone corners and ornamentation, peaked red-tiled roofs with eaves, false cornices, pinnacles, pilasters, balconies, Medieval-like vaults and turrets with pyramidal spires borrowed from the 17th– and 18th-centuries as well as traditional Portuguese architecture were some of the elements in the style of architecture favoured by the Portuguese state in the 1940s. Portuguese Suave, as the style is known, was used for schools, churches, halls of justice and social housing and spread from state construction to the private sector. It disguised the concrete used in these modern constructions and met the demand for an architecture in line with Portuguese taste that Raul Lino had already championed at the start of the century. Portuguese Suave was adopted in the Areeiro and Alvalade neighbourhoods in Lisbon. These were housing projects within the ongoing urbanisation plan that Duarte Pacheco had initiated to regulate Lisbon’s expansion and was repeatedly being promoted in state propaganda, especially the Lisbon City Hall magazine. 

Among the splendid illustrations on several Revista Municipal covers between 1948 and 1953 are the triumphant towers in Praça do Areeiro and Praça de Londres with their distinctive pyramidal rooftops. There’s a curious graphic plagiarism:  a plane flies across the sky from the nearby Portela airport. Rosa Duarte, who illustrated the fabulous surrealistic covers for the Escaravelho de Ouro detective stories collection, and Leonildo Dias, who worked regularly for the Lisbon City Hall magazine in the 1950s, had a more descriptive approach. akin to an architectural drawings. Manuel Lapa shows in two photographic compositions, of which he was a remarkable specialist, perfect shaping of volumes even when structural elements such as doorways and windows are simple brushstrokes. In his more modern and decorative graphic style, Sebastião Rodriguescreates a collage of the city with buildings on the same plane and clearly marking out different architectural typographies of a contemporary Lisbon where our esteemed towers hold pride of place. 

Leonildo Dias, Revista Municipal n.º 58, 3.º trimestre 1953

Rosa Duarte, Revista Municipal n.º 57, 2.º trimestre 1953

Manuel Lapa, Revista Municipal n.º 55 4.º trimestre 1952

Sebastião Rodrigues, Revista Municipal n.º 59, 4.º trimestre 1953

As ilustrações foram restauradas digitalmente  The illustrations were digitally restored

Fontes Sources

http://pt.wikipedia.org/wiki/Estilo_Português_Suave

http://arquitecturaen.no.sapo.pt/portuguessuave.html

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Historinha de Portugal

Olavo conta a história de Paulo Guilherme, filho cábula de Octávio, que acabara de chumbar o exame de admissão ao liceu por insuficientes conhecimentos sobre a História de Portugal. Octávio despacha o miúdo para as habituais férias verão numa longínqua quinta da família com o ensino forçado da História a cargo de um solícito Tio Afonso. Alternando com as diversões da vida no campo, Afonso ministra ao pupilo doses maciças de reis, batalhas e descobertas, em conversa ligeira e dialogante, que faz deste livrinho um verdadeiro manual para-escolar da época. Olavo d’Eça Leal (1908-1976), célebre radialista da Emissora Nacional, jornalista, dramaturgo, poeta e publicitário, tinha já publicado um bem sucedido livro para crianças, Iratan e Iracema, os Meninos mais Malcriados do Mundo, prémio Maria Amália Vaz de Carvalho em 1939, com ilustrações de Paulo Ferreira. Nesta História de Portugal para Meninos Preguiçosos, edição da Livraria Tavares Martins, de 1943, Olavo dá ao protagonista o nome do seu filho Paulo-Guilherme, futuro designer e ilustrador, homem de múltiplos talentos à imagem do pai Olavo.

O livro foi ilustrado por Manuel Lapa (Lisboa, 1914-1979), um dos mais fascinantes artistas gráficos portugueses de meados do século XX, ilustrador de inúmeras obras de propaganda do Estado Novo e do SNI  em temas como o Turismo e a História. Dois livros para crianças, o Feiticeiro da Cabana Azul, de Adolfo Simões Müller, e este História de Portugal para Meninos Preguiçosos, revelam um grafismo intemporal, com a frescura inalterada com que se revelou naqueles já longínquos anos quarenta. A ilustração do livro reparte-se por extratextos a cor em impressão litográfica com trabalhosas panorâmicas de conjuras e batalhas e quadros de página inteira que apresentam alguns dos figurões da história lusa. Os bonecos matam e esfolam sem horrorizar a miudagem, muito graças ao registo inspirado nas iluminuras e tapeçarias medievais, fonte recorrente de Lapa para temas históricos. Mais curiosas são as ilustrações a preto e branco, onde se acentuam a figuração e expressividade paródicas que rompem com a influência da arte medieval, modelando entre traço e tramas manuais estes belicosos heróis em miniatura. O livro era um projeto antigo. Seis anos antes da publicação, em 1936-37, sob o título Exposição de Ilustrações Destinadas a uma História de Portugal, as ilustrações foram expostas na Galeria UP, na Rua Serpa Pinto, em Lisboa. A UP, a primeira galeria de arte moderna em Portugal, foi fundada em 1932 por Castro Fernandes, António Pedro e Tom.

A História tem final feliz. Paulo Guilherme volta a Lisboa com volumosa bagagem histórica e inflamado patriotismo. Um comovido Afonso despede-se do sobrinho na estação do comboio com duas perguntas:

— Paulo Guilherme! Quem vive?
E o rapaz, a rir respondeu:
— PORTUGAL!
— Paulo Guilherme! Quem manda?
E ele, meio surdo com o silvo da máquina, gritou:
— Salazar!


A little history of Portugal

Olavo tells the story of Paulo Guilherme, Octávio’s son, a lazy student who ends up flunking his high school entrance exam because he doesn’t know enough Portuguese history. Octávio sends the boy off to spend the usual summer holidays in a remote family property where he is to study history with his kindly Uncle Afonso. In the midst of country pleasures, Afonso gives his student a massive dose of kings, battles and discoveries by means of light two-sided conversations, which makes this little book a genuinely helpful school aid. Olavo d’Eça Leal (1908-1976) was a well-known state radio broadcaster, a journalist, playwright, poet and advertising copywriter, who had already published the very successful children’s story Iratan e Iracema- Os Meninos Mais Malcriados do Mundo [Iratan and Iracema – The Most Badly Behaved Children in the World], which had received the Maria Amália Vaz de Carvalho Prize in 1939 and was illustrated by Paulo Ferreira. In his História de Portugal para Meninos Preguiçosos [A history of Portugal for Lazy Children], published by Livraria Tavares Martins in 1943, Olavo calls the main character Paulo-Guilherme, after his own son, the future designer and illustrator, a multi-talented man like his father Olavo.

The book is illustrated by Manuel Lapa (Lisbon, 1914-1979), one of Portugal’s most fascinating graphic artists of the mid-twentieth century. He did the illustrations for numerous tourism and history publications, works that were key instruments in Salazar’s Estado Novo and SNI, the regime’s propaganda office. Two children’s books O Feiticeiro da Cabana Azul [The Wizard of the Blue Cabin] by Adolfo Simões Müller, and this História de Portugal para Meninos Preguiçosos, show how inspired Lapa was with the timeless graphics and unchanging freshness he revealed long ago in the 1940s. The book’s illustrations are lithographically printed coloured inserts as well as meticulous panoramas of plots and battles and scenes taking up full pages and depicting some of Portugal’s great historical figures. The characters kill and butcher one another without this terrifying youngsters thanks in great part to the mode of illustration inspired by Medieval illuminations and tapestries, a frequent source for Lapa’s historical themes. Still more interesting are his black and white illustrations where he breaks away from the influence of Medieval art by accentuating the parodic figuration and expressiveness and shapes these tiny bellicose heroes with hand drawn lines and textures.

The story has a happy ending.  Paulo Guilherme returns to Lisbon with a vast historical baggage and inflamed patriotism. Afonso, greatly moved, says goodbye to his nephew at the railway station and asks two questions:

— Paulo Guilherme! Who’s alive?

The boy laughingly replied:

— Portugal!

Paulo Guilherme! Who’s in command?

And he shouted, half-deafened by the train whistle:

— Salazar!


Sertório

Dom Dinis

Dom Manuel I e as suas três mulheres

As ilustrações a preto foram restauradas digitalmente
Fontes Sources
Exposição Artística, O Senhor Doutor, n.º 202, 23 janeiro de 1937
Tom, Thomaz de Mello, 45 anos de Actividade, catálogo da exposição no Palácio Foz, SEIT, 1973

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Lá vamos cantando e rindo

A inquietante perspetiva de uma Espanha comunista em resultado da Guerra Civil e o fascínio da direita extremista portuguesa pelas ditaduras italiana e alemã forçaram Salazar à criação de organizações paramilitares como a Legião e a Mocidade Portuguesa em 1936. Esta última decidia-se a moldar os infantes portugueses aos valores nacionais e combater o internacionalismo bolchevista. Tratava-se de saturar a cabeça de doutrina e o corpo de exercício, até para evitar os malefícios do onanismo (práticas genésicas, como se dizia na altura). Avesso a extremismos, o ditador controla como pode estas problemáticas organizações, nomeando chefias da sua confiança. O principal doutrinador da MP, e mais tarde seu comissário geral, Marcelo Caetano, viria a ser o delfim e sucessor de Salazar. Em 1937, nascia a Mocidade Portuguesa Feminina, “sentinelas da alma de Portugal”, que enquadraria as suas filiadas no seio do lar e da família, oportuna retaguarda dos valorosos guerreiros da congénere masculina. A farda das MPs era peça fundamental na disciplina coletiva e na encenação de desfiles e paradas. As MPs dividiam-se em Lusitos/Lusitas, Infantes, Vanguardistas e Cadetes/Lusas, em categorias dos 7 aos 25 anos, cada uma com farda própria. A representação gráfica das MPs foi evoluindo ao sabor do seu papel político e social e do grafismo dos ilustradores de várias gerações. Nem o velhinho Alfredo Moraes (na altura, já com 65 anos) escapou à chamada, ilustrando os garbosos mancebos, logo em 1937, para um Livro de Leitura dos Liceus.

Portugal é grande, Livro de Leitura para o 1.º Ciclo dos Liceus, ilustração de Alfredo Moraes, Livraria Popular de Francisco Franco, 1937

Livro de Leitura para a 4.ª Classe do Ensino Primário, ilustração de Fernando Bento, Livraria Avis, Porto, s.d.

La jeunesse Portugaise à L’École, I.ere et II.e année, ilustração de Lino António, Livraria Sá da Costa Editora, 1939

O alistamento nas Mocidades era obrigatório dos 7 aos 14 anos e as suas actividades enquadradas a partir da escola. Naturalmente, os manuais escolares dos anos trinta a cinquenta refletiram esta presença obssessiva da MP, incluindo o diploma do Ensino Primário Elementar. Num curioso livro de Francês de 1939, Lino António ilustra com bonomia petizes orgulhosos das suas fardas por entre páginas carregadas de ideologia estado-novista. Os efémeros cadernos escolares de escrever e contar usaram abertamente a iconografia da MP nas suas capas de papéis baratos geralmente impressas a uma cor e sem menção de autor. Um dos mais curiosos talvez seja o do caderno Lusitos/Lusitas, onde compactas filas de miúdos rigorosamente iguais fazem lembrar um inquietante Mundo Novo ariano. Na literatura para a infância, as MPs assumiam a gesta histórica do país, somando-se à reconquista medieval e à epopeia dos Descobrimentos. No livro História de Portugal para Meninos Preguiçosos de Olavo D’Eça Leal (o menino preguiçoso era o filho do autor, Paulo Guilherme, reprovado em História mas futuro “doutor” em Ilustração e Design), a ilustração final, de Manoel Lapa, é um happy end, com as organizações irmãs, Mocidade e Legião, garantindo o devir português.

Caderno escolar, frente e verso, s.d.

Redacções, 4.ª Classe e Admissão aos Liceus, Livraria Popular de Francisco Franco, s.d.

A este devir vanguardista não foram insensíveis os ilustradores modernistas. Já em 1938, num opúsculo de Silva Tavares, Almada Negreiros desenhava uma juventude heróica e triunfal. Mas o esteticismo modernista cedeu o lugar à juventude belicista da década seguinte, com a escalada da Segunda Guerra Mundial, bem explícita na abundante produção gráfica de Júlio Gil, ele próprio destacado dirigente da organização. O Jornal da MP exemplifica o período de maior extremismo ideológico e doutrinação política. É tempo da pose firme e das baionetas caladas dissipando a treva bolchevista. Em Maio de 1943, temendo a invasão de inimigos ou aliados, os filiados da MP faziam caricatas rondas nos castelos e monumentos nacionais, gritando senhas de reconhecimento. O desfecho do conflito e a reorganização política e social sequente esvaziaram a importância da MP como bastião do regime. Gradualmente perdeu o seu cariz militarista e patriótico acabando na inofensiva organização de tempos livres, ao jeito dos Escuteiros, até à extinção natural em 1974.

Roteiro da Mocidade do Império, Silva Tavares, ilustração de Almada Negreiros, Agência Geral das Colónias, 1938

O canto da Mocidade, texto de Odette de Saint-Maurice, ilustrações de Mário Costa, Empresa Nacional de Publicidade, 1938

História de portugal para meninos preguiçosos, Olavo D’Eça Leal, ilustrações de Manuel Lapa, Livraria Tavares Martins, 1943

Tronco em flor, Joäo Carlos Beckert de Assunção, ilustrações de Júlio Gil, Mocidade Portuguesa, 1944, original, guache sobre papel

Jornal da MP, n.º 40, 11-XI-1944, ilustração de Júlio Gil

O valor moral da Educação Física, Alberto Feliciano Marques Pereira, ilustrações de Álvaro Duarte de Almeida e Eduardo Teixeira Coelho, 1949

Fontes

Mocidade portuguesa I [Masculina] e Mocidade Portuguesa II [Feminina], texto de Manuel A. Ribeiro Rodrigues, ilustração de Carlos Alberto Santos, editora Destarte, 2003.

Portugal Século XX – Crónica em imagens 1930-1940, 1940-1950, Joaquim Vieira, Círculo dos Leitores, 2000

Mocidade Portuguesa, Joaquim Vieira, A Esfera dos Livros, 2008

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O Caçador

Batidas…, João Maria Bravo, 1952

Em Novembro de 1948 sai a público o primeiro número da revista Diana. Caça, hipismo e pesca contavam doravante com uma voz qualificada e contemporânea. A revista afrontou poderes públicos e interesses privados, não hesitando em escrever cartas-abertas aos governantes, reclamando um desenvolvimento sustentado das actividades cinegéticas, condenando atavismos e práticas nocivas. Dois nomes em dois tempos distintos fazem de Diana uma das mais bem ilustradas revistas da história da imprensa portuguesa. João da Câmara Leme foi diretor de arte e ilustrador nos anos de 1965 a 1967, mas Manuel Lapa (Lisboa, 1914-1979) tem a presença mais duradoura. Entra no n.º 15, em março de 1950, e em meados da década ilustra praticamente toda a revista, desenhando também capas e apontamentos humorísticos de traço caricatural. Lapa retrata o país caçador e pescador e, com particular exuberância, as savanas das então colónias portuguesas no continente africano.

As ilustrações têm uma óbvia base fotográfica, mas Lapa modela-as em camadas de luz e sombra através de bicromias com um virtuosismo inexcedível. Ilustrador de outras profundidades, modernista sofisticado na ilustração para a infância, expressionista nos livros das coleções A e B dirigidas por António Ferro na Editora Tavares Martins, revivalista no tratamento de temas históricos e religiosos, Lapa aplica também este registo fotográfico à arquitetura religiosa ou estado-novista, com idêntico sucesso. A justaposição de duas cores planas contrastadas, em pinceladas soltas, cria um realismo primoroso que assume o objetivo claro de dar ao leitor uma perceção vívida e emocionante dos bichos de pena, pelo ou escamas, presas e caçadores, e dos prazeres e perigos concedidos pela deusa Diana.

Coisas de lebres, Jorge Ferreira, n.º 108, dezembro 1957

A caça na literatura, Fernando Loureiro, n.º 156, dezembro 1961

A morte do Leonce, Victor Henriques, n.º 75, março 1955

Um elefante que poderia ter dado que falar, Manuel Ferreira de Lima, n.º 108, dezembro 1957

Os cavalos marinhos também carregam, Victor Henriques, n.º 91, julho 1956

A caça ao tigre na Índia, H. A. Fooks, n.º 75, março 1955

Capa, n.º 156, dezembro 1961

O seu cão foi convidado?, n.º 146, fevereiro 1961

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